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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A fonte de Taguatinga

A fonte,
no horizonte,
me desmonte.

Rodeada de seres sem valor,
que não recebem,
a energia de seu esplendor.

Que na luz refletida
da alvorada,
a natureza agredida,
exaltava.

Que na luz refletida,
do crepúsculo,
me deixa e eu fico,
lúcido.

Olho para cima
e vejo um relógio.
Quebrado! Para variar,
pois foi assim que gostei,
não vi a hora passar.

A água,
que parecia levitar,
de repente
vinha me abraçar.

Mas não fiquei molhado,
eu fui,
apaziguado.

Agora apaixonado,
pela violenta calma,
fui fisgado,
era um anzol na alma.

Chegou a hora,
de ir embora,
e com demora,
fui,
pensando em voltar!

                                                                                                              Lúcio Umpierre

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